sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Alunos do Projeto Rondon contam suas experiências
Uma lição de vida. Foi essa definição que os alunos da Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste), envolvidos no Projeto Rondon, deram para os 14 dias de experiência como "rondonistas".
Dos 360 projetos enviados pelas Universidades de todo o Brasil, aproximadamente 80 foram selecionados pelas comissões interministeriais; desses, dois projetos da Unicentro conseguiram a participação efetiva.
Da Universidade, foram três acadêmicos dos cursos de Turismo; um de Engenharia Ambiental do Campus de Irati; três acadêmicos de Jornalismo/Comunicação Social do Campus de Guarapuava; e ainda os professores que coordenaram o projeto, Márcio Fernandes do Departamento de Comunicação, e a professora Paula Grechinski Demczuk do Departamento de Turismo.
Ainda na mesma cidade que a Unicentro, a UNIDAVI (Universidade para o Desenvolvimento do Alto do Itajaí) desenvolveu trabalhos que contribuíram na área da saúde nas ações formuladas.
O Projeto Rondon é um projeto de integração social coordenado pelo Ministério da Defesa e conta com a colaboração da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC). O Projeto envolve atividades voluntárias de universitários e busca aproximar esses estudantes da realidade do País, além de contribuir, também, para o desenvolvimento de comunidades carentes.
Segundo Paula, o projeto foi desenvolvido de acordo com o modelo sugerido pelo Ministério da Defesa, iniciado no mês de outubro, "Foram propostas ações que envolvessem oficinas, palestras e mutirões", comenta Paula, que lembra ainda que todas as cidades escolhidas para receber o projeto são consideradas abaixo da linha da pobreza.
O primeiro desafio encontrado pelo grupo, segundo a professora, foi adaptar o projeto elaborado anteriormente, mesmo sem conhecer a realidade da cidade na qual iriam ficar, "Elaboramos as ações, mesmo sem saber o que teríamos disponível, e acessível para trabalhar com a comunidade. Nos deparamos com uma situação até melhor que esperávamos, pois a receptividade da comunidade para conosco ajudou o grupo a superar todas as expectativas", argumenta.
Já uma das principais dificuldades encontradas foi o acesso a determinados povoados que eram distantes e com falta de infraestrutura básica.
Acadêmicos
Dos seis acadêmicos envolvidos, três eram do campus de Irati, os quais concederam entrevista, relatando suas experiências e seus trabalhos desenvolvidos nos 14 dias como "rondonistas".
Os acadêmicos saíram da cidade de Curitiba no dia 24 de janeiro, acompanhados pela Força Aérea Brasileira, fazendo escala em Brasília, e seguindo até a cidade de Iaciara no estado de Goiás, retornando a Irati no sábado (07).
A cidade, que tem pouco mais de 14 mil habitantes, os recebeu de forma acolhedora, segundo os estudantes, os quais ficaram em alojamento em escolas do município, e tiveram o apoio da administração municipal, em diversos momentos.
As atividades incluíam desde palestras e oficinas, falando de cooperativismo, sociativismo, aquecimento global, cuidados com o meio ambiente, turismo e até mutirões de melhorias em praças envolvendo toda a comunidade.
Para a acadêmica de Turismo, Manoela Delong, a experiência foi única, "Vivemos um sonho e estamos acordando", a estudante conta que a receptividade foi excelente e que o pouco que realizaram em 12 dias na cidade já significou muito à população.
"Uma realidade completamente diferente da que vivemos; voltamos com uma bagagem de experiência tão grande que se tivéssemos a oportunidade de retornar, com certeza retornaríamos, para dar continuidade a esse trabalho", conclui Manuela, que fala da importância de universitários estarem participando de um projeto social desse porte.
"Não tem palavras para traduzir essa experiência", enfatiza Raquel C. Zakaluka, do curso de Engenharia Ambiental.
A estudante conta que todas as ações foram realizadas com sucesso, superando as expectativas. "Aprendemos mais com eles do que eles com a gente, são lições de vida que nenhum banco universitário ensinará aos alunos, e só quem vive para saber como é, e a diferença que fará em nossas vidas a partir de agora", argumenta.
As acadêmicas ainda contam as experiências culturais e impactos que lá presenciaram, como os hábitos da comunidade Quilombola, com sua gastronomia e seu folclore.
Além disso, relataram os momentos emocionantes na despedida do grupo da cidade, "As pessoas nos homenagearam e isso foi muito gratificante, mostrando que nosso trabalho valeu a pena", finaliza Manuela.
Segundo a Professora Paula, "O projeto acontece duas vezes no ano, coincidindo com o período das férias de julho e de janeiro, que permite a participação dos alunos. Temos também a expectativa de retorno ao município, porém com um outro grupo", conclui.
Folha de Irati: http://www.folhadeirati.com.br/noticias/noticia.asp?id=5658
10 dezembro, 2009
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