



"Começar a escrever esse texto foi tão difícil quanto a despedida em Iaciara-GO. Parece que todos nós estamos sofrendo de um mesmo problema: ausência de palavras que definam o real sentido do Projeto Rondon. Desde o começo eu sabia que o Projeto Rondon é algo voltado mais para os universitários do que para a cidade que os mesmos ajudariam, mas só depois que passei pela experiência pude compreender realmente o que isso significa. É como eu disse, faltam palavras, e eu até poderia ficar horas tentando traduzir os quinze dias que passei em Iaciara, mas é impossível. Nada do que eu escreva, diga ou mostre vai ser fiel ao sentimento que aflorou nos rondonistas. Essa foi uma experiência única e impagável e eu serei eternamente grata às pessoas que de alguma forma tornaram possível minha participação no projeto.
Fomos sempre muito bem tratados e muito bem recebidos pela população de Iaciara. E a gratidão deles depois de cada oficina, de cada palestra ou de cada gesto nosso foi a coisa mais sincera que eu já tive a oportunidade de viver... Devo confessar que no segundo dia em Iaciara, me senti um pouco inútil, pensando que jamais eu conseguiria realmente ajudá-los da maneira como precisavam, mas esse foi um pensamento que passou muito rápido pela minha cabeça, pois eu vi que estava enganada... O pouco que a gente faz, para eles é muito. E é isso que torna o projeto tão especial: você sentir-se útil, sentir que fez a diferença na vida de alguém, que mudou algo, que ajudou... Todos os dias em Iaciara foram para mim muito especiais, e acho que foi o tempo suficiente pra tornar essa experiência inesquecível.
Um dia em especial me marcou muito, foi dia 03 de fevereiro... Pela manhã realizamos um mutirão para pintar a praça da cidade. Vou tentar descrever com uma palavra: SUCESSO. A comunidade se empolgou tanto com a mudança, que saíram pintando o meio fio e foram além da idéia de pintar só a praça. Com esse exemplo dá pra ver que a gente fez mesmo a diferença, não? Pelo menos “plantamos uma semente”... Durante a tarde, fui com as meninas do Turismo para o Balneário de Água Quente dar palestras, e levamos conosco duas pessoas que participaram das nossas oficinas na primeira semana. Será que vocês conseguem imaginar o meu sentimento ao ver essas duas pessoas dando a palestra no nosso lugar? Saber que tudo o que a gente falou na primeira semana foi absorvido por eles, e teve tanta relevância a ponto de eles se interessarem em passar isso para outras pessoas? Na verdade esse era o nosso objetivo mesmo, mas a sensação ao ver ele se realizando é indescritível...
Sonhei tanto durante 15 dias, e foi tão maravilhoso, que agora está até um pouco difícil de acordar e voltar para a minha realidade... Jamais vou esquecer Iaciara e os amigos que conquistei enquanto estive lá...
Saudades... "
Fomos sempre muito bem tratados e muito bem recebidos pela população de Iaciara. E a gratidão deles depois de cada oficina, de cada palestra ou de cada gesto nosso foi a coisa mais sincera que eu já tive a oportunidade de viver... Devo confessar que no segundo dia em Iaciara, me senti um pouco inútil, pensando que jamais eu conseguiria realmente ajudá-los da maneira como precisavam, mas esse foi um pensamento que passou muito rápido pela minha cabeça, pois eu vi que estava enganada... O pouco que a gente faz, para eles é muito. E é isso que torna o projeto tão especial: você sentir-se útil, sentir que fez a diferença na vida de alguém, que mudou algo, que ajudou... Todos os dias em Iaciara foram para mim muito especiais, e acho que foi o tempo suficiente pra tornar essa experiência inesquecível.
Um dia em especial me marcou muito, foi dia 03 de fevereiro... Pela manhã realizamos um mutirão para pintar a praça da cidade. Vou tentar descrever com uma palavra: SUCESSO. A comunidade se empolgou tanto com a mudança, que saíram pintando o meio fio e foram além da idéia de pintar só a praça. Com esse exemplo dá pra ver que a gente fez mesmo a diferença, não? Pelo menos “plantamos uma semente”... Durante a tarde, fui com as meninas do Turismo para o Balneário de Água Quente dar palestras, e levamos conosco duas pessoas que participaram das nossas oficinas na primeira semana. Será que vocês conseguem imaginar o meu sentimento ao ver essas duas pessoas dando a palestra no nosso lugar? Saber que tudo o que a gente falou na primeira semana foi absorvido por eles, e teve tanta relevância a ponto de eles se interessarem em passar isso para outras pessoas? Na verdade esse era o nosso objetivo mesmo, mas a sensação ao ver ele se realizando é indescritível...
Sonhei tanto durante 15 dias, e foi tão maravilhoso, que agora está até um pouco difícil de acordar e voltar para a minha realidade... Jamais vou esquecer Iaciara e os amigos que conquistei enquanto estive lá...
Saudades... "
Paula Turra Grechinski – professora do curso de Turismo
Unicentro - Irati-PR
