10 fevereiro, 2009

Iaciara: Impressões de Rafael Nunes...













“Não poderia terminar a faculdade sem participar do Projeto Rondon. Esse era um objetivo que vinha sendo pensado desde 2006 e felizmente tornou-se possível. Naquele ano, durante as férias de julho, tive a oportunidade de conhecer o projeto, participar das atividades que aconteceram na minha cidade de origem. Hoje, muitos daqueles rondonistas são meus amigos e mantemos contato sempre.
Esta experiência em Iaciara-GO posso dizer que representa mais uma nova página na minha vida, algo novo e muito bem-vindo. Isso porque você amadurece não apenas como profissional, mas como ser humano. Como disse uma professora durante uma viagem de ônibus “o Rondon proporciona aquilo que nenhuma universidade vai ensinar”. Levamos nosso conhecimento à comunidade, mas vemos que, na verdade, é ela que nos tem muito a oferecer.
Iaciara não é diferente de muitos outros lugares do Brasil, com suas dificuldades e desafios. O que me chamou a atenção é que nada muda se a população não acreditar que isso é possível. Mais que problemas estruturais ou de renda, senti que a maior carência local é de auto-estima, de ter perspectiva, “enxergar uma luz no fim do túnel”. Ministrei uma oficina de fotografia em que o objetivo principal não era repassar técnicas para tirar uma boa foto; era fazer com que os moradores passassem a prestar mais atenção a sua realidade, valorizar aquilo que possuem. Ao observar as imagens capturadas, muitos deles não reconheciam, por exemplo, locais por onde passam todos os dias. O povo iacearense fica marcado, para mim, por sua alegria, receptividade e grande participação nas atividades que propomos. Conhecer uma carvoaria e a Gruta de Terra Ronca, comer os beijús preparados pela Zita, experimentar o famoso arroz com pequi são algumas das lembranças que vou levar comigo.
Não posso deixar de falar da experiência de conviver com outras 14 pessoas; cada uma com seu jeito, mania, visões de mundo. Isso só faz enriquecer ainda mais o aprendizado que tive. Ficam na memória as conversas, canções, danças (por que não?), viagens e gestos de cooperação. E o que poderíamos esquecer, as inúmeras fotos e vídeos tratarão de preservar esse momento, esses dias especiais na vida do grupo que atuou e da comunidade que tão bem nos recebeu.

Abraço a todos!
Saudade de todos!”

Rafael de Almeida Nunes – acadêmico de Jornalismo
Unicentro – Guarapuava-PR

Um comentário: