18 fevereiro, 2009

Iaciara: Impressões de Idonésia Collodel...















"Definitivamente, comecei este ano como nunca imaginei. Além das “lições de vida e cidadania” proporcionadas pelo Rondon, descobri que 30 braços conseguem “contornar/abraçar/albergar” uma comunidade inteira – e seus povoados também.
Percebi que, no tear da solidariedade, apenas 30 mãos são capazes de tecer, com fios que se cruzam em todas as direções, a urdidura da empatia, do sentimento coletivo, do ir-e-vir do processo dialético, que tecem tramas envolvendo os fios da própria vida.
Observei que os sentimentos e emoções vivenciados e partilhados no ato de tecer, num movimento com vários fios de diferentes tonalidades, espessuras e texturas, se tornaram sem limites e sem fronteiras, temperando a troca de idéias, a reflexão, as escolhas, e as ações elaboradas na tessitura, que formou um tecido/retalho “inesquecível”, unindo vários tecelões: os rondonistas e o povo cerradeiro de Iaciara. Assim, cardar, fiar, urdir, tramar e preparar os novelos e o tecido, apesar de algumas rupturas comuns nesta prática, foi uma experiência tecida e vivida intensamente com a “dor e a delícia” que lhe são peculiares; até os fios enrolados e emaranhados foram enfrentados com calma e responsabilidade, já que todos os envolvidos se assumiram como verdadeiros tecelões – produtos e produtores do seu contexto e da sua história – atravessados na relação da fiação entre quem ensina, pratica, e aprende simultaneamente.
Presenciei o nascimento e fortalecimento de uma amizade verdadeira e indescritível, que gerou lágrimas na despedida e dor ao fazer o enfrentamento da separação. Mais que isso: vi nascer uma família, ainda que limitada pelo curto espaço de tempo e pelas circunstâncias.
Também reparei que pôr em prática valores pessoais é uma ação que não tem preço. Então, abrindo espaço para um momento filosófico, lembrei das sábias palavras de Goethe, as quais foram inteligentemente praticadas por todos (e nos acompanharam ao longo de nossa estadia, expostas na parede de nossa “sala de jantar”, lembra?):

"Não basta saber, é preciso também aplicar; Não basta querer; É preciso também agir".

Refletindo, voltei algum tempo no passado para uma realidade muitíssimo diferente: minhas horas de busca sobre PRONTIDÃO ESCOLAR – assunto escasso nas pesquisas e na literatura nacional – mas abundante no cenário da biblioteca do IRDS (Institut de Recherche pour le Développement Social des Jeunes) da UQUÀM –
Université du Québec à Montréal – onde tenho me ancorado para desenvolver minhas pesquisas e oficinas. Que discrepância existe entre as facilidades encontradas em um país de primeiro mundo e as necessidades básicas de nosso Brasil continental!!!
Porém, senti um conforto imenso ao ouvir que lá na escola da Extrema (Levantado) alguém prometeu colocar em prática as trocas realizadas nestas oficinas (espero, sinceramente, que professores de outras localidades também façam o mesmo).
Assim, espero ter contribuído para ajudar a cardar, urdir e tecer o desenvolvimento humano deste espaço social tão querido. Dentro deste prisma, posso resumir meus sentimentos desta maneira: IACIARA, CLARETIANA, ÁGUA QUENTE e LEVANTADO, VALEEEEUUUU!!! Tenho certeza que buscamos oferecer o que tínhamos de melhor e vocês marcaram para sempre nossa vida!!! "

Idonézia Collodel - psicóloga e professora de Linguística Aplicada
Unidavi - Rio do Sul - SC

Normandia: Divulgar é preciso...







A ausência de veículos de comunicação locais, como uma rádio, por exemplo, em Normandia-RR, levou os rondonistas da Unicentro a realizarem oficinas de comunicação para buscar alternativas. Uma delas foi a confecção de um boletim com informações locais e que foi distribuído à comunidade (foto 2 e 3). A ação contou com o apoio da Secretaria Municipal de Educação de Normandia. De acordo com a professora Franciani Galvão (Unicentro - Irati-PR), estiveram envolvidos na atividade cerca de 50 moradores do centro da cidade e das comunidades indígenas. A professora conta ainda que a idéia chegou a motivar a prefeitura municipal a, em breve, ter seu próprio informativo.
As discussões sobre potencial turístico de Normandia tiveram como gesto concreto a elaboração de um folder destacando as belezas do município (foto1). "O folder surgiu na hora. Para incentivá-los a mostrar o que há de belo em Normandia, transformá-la numa cidade turística. Tem muita coisa bonita que nem mesmo os habitantes conhecem", explica a professora. Segundo Franciani, essa oficina de turismo reuniu 75 pessoas dentro de uma única sala. Participação massiva.

16 fevereiro, 2009

Rondonistas da Unicentro retornam de Roraima...













A equipe de rondonistas da Unicentro que estava em Normandia, estado de Roraima, participando da Operação Centro-Norte 2009, retornou no último sábado (14/02) a Irati-PR. Foram 10 dias de contato com uma realidade muito diferente da que estão acostumados. O clima amazônico, a paisagem com muitos buritis (tipo de palmeira) e a população predominantemente indígena são algumas das características locais encontradas pelo grupo.
A coordenadora da equipe, a professora Franciani Galvão, do campus Irati da Unicentro, afirma que a participação da comunidade local excedeu à expectativa. "Tínhamos preparado oficinas para 25 pessoas, mas elas oficinas não tiveram menos de 40. Teve oficina com 75 em uma sala; gente em pé. Foi fantástico", revela.
O grupo é formado por acadêmicos dos cursos de Administração, Turismo e Engenharia Florestal, todos cursos ofertados em Irati. O município de Normandia está dentro da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, área motivo de disputa na Justiça entre índios e arrozeiros.

13 fevereiro, 2009

Iaciara: Impressões de Camila Catoni...










"Falar que está difícil voltar a realidade pode parecer exagero, mas para quem participa do Projeto Rondon é apenas um detalhe. Poderia repetir tudo o que sei que meus colegas sentiram, mas apesar de ter o mesmo sentimento, sei que para cada momento houve um sentimento individual. Os horários de alimentação estabelecidos, os horários de oficinas programados, a sirene que tocava sem falta todos os dias, as piadas dos colegas logo pela manhã, o cansaço coletivo (rsrs), fizeram parte de duas semanas inesquecíveis para mim. Primeiro a equipe da minha Universidade, depois os colegas da Unicentro, grandes e maravilhosas pessoas. Sem muito imaginar como seria, preparei meu trabalho. Mesmo antes de embarcar e, logo na chegada, sentia que teria muito trabalho a fazer. E foi isso aí, passei duas semanas talvez as mais agitadas da minha vida, um estado novo, colegas de trabalho que conheci em apenas algumas horas para conviver duas semanas, (continuando a conhecer), "alunos" novos, um povo diferente, outra realidade. Cheguei a acreditar que não conseguiria transformar, mas em cada oficina, em cada sorriso de um participante, a cada palavra repetida, em tudo, pude compreender que temos muito mais a aprender do que ensinar. Foi só o carinho, a nova forma de produzir artesanato, a nova maneira de reutilizar materiais recicláveis, a felicidade das meninas sentadas nos "puf's", aquele monte de garrafas plásticas que via todos dias. Foram os abraços, a emoção dos dançarinos ao se apresentarem para sua cidade e, o caloroso e eufórico abraço que recebi. As crianças pintando e aprendendo que devemos separar e reciclar o lixo. O afeto das 'mamães' e do companheiro, cuidaram dos rondonistas. A gratificação do trabalho ao ver os aprendizes repassando o conhecimento. Assim, "tão, tão" simples, coisas pequenas, que depois dessas duas semanas se tornaram gigantes. Não tem dinheiro no mundo que pague o respeito e a afetividade desse povo. Tenho a certeza de que todos nós rondonistas amaremos para sempre Iaciara.[...] a satisfação de um rondonista se expresa nesses sorrisos, feições alegres, abraços calorosos. Se expressa no carinho, na participação, na mão amiga da população. A satisfação de um rondonista é tornar-se parte da comunidade em apenas duas semanas."
Camila Catoni - acadêmica de Turismo
Unidavi - Rio do Sul-SC

Voo pela FAB...

O vídeo traz um pouco do clima dentro da aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) que seguiu de Curitiba-PR para Brasília-DF com os rondonistas que participaram da Operação Centro-Norte 2009 em Goiás. Longe do conforto das aeronaves comerciais, o "Hércules" da FAB possui assentos laterais e faz muito barulho. Isso só tornou a experiência ainda mais inesquecível para os rondonistas. No destaque a equipe da Unicentro, Guarapuava/Irati-PR.

12 fevereiro, 2009

Iaciara: Impressões de Paula Grechinski...











"Começar a escrever esse texto foi tão difícil quanto a despedida em Iaciara-GO. Parece que todos nós estamos sofrendo de um mesmo problema: ausência de palavras que definam o real sentido do Projeto Rondon. Desde o começo eu sabia que o Projeto Rondon é algo voltado mais para os universitários do que para a cidade que os mesmos ajudariam, mas só depois que passei pela experiência pude compreender realmente o que isso significa. É como eu disse, faltam palavras, e eu até poderia ficar horas tentando traduzir os quinze dias que passei em Iaciara, mas é impossível. Nada do que eu escreva, diga ou mostre vai ser fiel ao sentimento que aflorou nos rondonistas. Essa foi uma experiência única e impagável e eu serei eternamente grata às pessoas que de alguma forma tornaram possível minha participação no projeto.
Fomos sempre muito bem tratados e muito bem recebidos pela população de Iaciara. E a gratidão deles depois de cada oficina, de cada palestra ou de cada gesto nosso foi a coisa mais sincera que eu já tive a oportunidade de viver... Devo confessar que no segundo dia em Iaciara, me senti um pouco inútil, pensando que jamais eu conseguiria realmente ajudá-los da maneira como precisavam, mas esse foi um pensamento que passou muito rápido pela minha cabeça, pois eu vi que estava enganada... O pouco que a gente faz, para eles é muito. E é isso que torna o projeto tão especial: você sentir-se útil, sentir que fez a diferença na vida de alguém, que mudou algo, que ajudou... Todos os dias em Iaciara foram para mim muito especiais, e acho que foi o tempo suficiente pra tornar essa experiência inesquecível.
Um dia em especial me marcou muito, foi dia 03 de fevereiro... Pela manhã realizamos um mutirão para pintar a praça da cidade. Vou tentar descrever com uma palavra: SUCESSO. A comunidade se empolgou tanto com a mudança, que saíram pintando o meio fio e foram além da idéia de pintar só a praça. Com esse exemplo dá pra ver que a gente fez mesmo a diferença, não? Pelo menos “plantamos uma semente”... Durante a tarde, fui com as meninas do Turismo para o Balneário de Água Quente dar palestras, e levamos conosco duas pessoas que participaram das nossas oficinas na primeira semana. Será que vocês conseguem imaginar o meu sentimento ao ver essas duas pessoas dando a palestra no nosso lugar? Saber que tudo o que a gente falou na primeira semana foi absorvido por eles, e teve tanta relevância a ponto de eles se interessarem em passar isso para outras pessoas? Na verdade esse era o nosso objetivo mesmo, mas a sensação ao ver ele se realizando é indescritível...
Sonhei tanto durante 15 dias, e foi tão maravilhoso, que agora está até um pouco difícil de acordar e voltar para a minha realidade... Jamais vou esquecer Iaciara e os amigos que conquistei enquanto estive lá...
Saudades... "

Paula Turra Grechinski – professora do curso de Turismo
Unicentro - Irati-PR

Iaciara: Impressões de Larissa Caron...

















Relatar a experiência, a qual passei em 15 dias, em um depoimento exigiria de mim um certo tempo, visto que o Projeto Rondon não se resume em apontar apenas o trabalho desenvolvido ente oficinas e palestras, mas remete a valores individuais que cada rondonista aflorou nesse "pequeno grande " espaço de tempo. O gesto de cidadania desenvolvido pelas equipes da UNICENTRO E UNIDAVI no município foi retribuído através da grande participação popular, do interesse de cada aluno nas oficinas, no questionamento de cada participante, nos olhos atentos da população quando a gente transitava nas ruas ( era incrível...hehe), na receptividade das cozinheiras, que juntas contribuíram para a minha descoberta do bijú, do calor infantil, a exemplo de uma menina, que um dia antes da nossa partida, foi a escola e pediu ao Claúdio -rondonista- tirar uma foto nossa. Eu na hora questionei e ela respondeu-me que era para eu nunca mais esquecê-la. São momentos como esse, de afeto, que fez do Rondon não apenas um projeto de aprimoramento acadêmico, mas sim a formação de grandes amizades, na admiração de cada membro, cada um com suas particularidades que os fazem especiais, mas de tudo, especialmente, a transparência de cada iaciarense (seu Chiquinho- figura que conheci em uma de minhas visitas). Faço das palavras do Rafa, na noite de encerramento, as minhas.. "Depois do Rondon não somos mais os mesmos!!".

Larissa Caron - acadêmica de Enfermagem
Unidavi - Rio do Sul-SC

11 fevereiro, 2009

Normandia-RR: Trabalho a todo o vapor...




A professora Franciani (Unicentro-Irati), que coordena a equipe de rondonistas em Normandia-RR, entrou em contato e disse que os trabalhos por lá ocorrem da melhor forma possível. Ela destacou também a grande receptividade da população local que mostra-se muito interessada em participar das atividades do Projeto Rondon.
Esta equipe da Unicentro está na região da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, local amplamente divulgado pelos meios de comunicação recentemente devido ao conflito envolvendo indígenas e arrozeiros sobre demarcação de terras. A região é um tanto isolada o que dificulta o contato dos rondonistas através de telefone e internet. Há informação de que até mesmo a telefonia fixa apresenta panes em alguns momentos.
Os trabalhos em Roraima terminam no próximo final de semana.


Foto: Joeldson Habert

10 fevereiro, 2009

Iaciara: Impressões de Rafael Nunes...













“Não poderia terminar a faculdade sem participar do Projeto Rondon. Esse era um objetivo que vinha sendo pensado desde 2006 e felizmente tornou-se possível. Naquele ano, durante as férias de julho, tive a oportunidade de conhecer o projeto, participar das atividades que aconteceram na minha cidade de origem. Hoje, muitos daqueles rondonistas são meus amigos e mantemos contato sempre.
Esta experiência em Iaciara-GO posso dizer que representa mais uma nova página na minha vida, algo novo e muito bem-vindo. Isso porque você amadurece não apenas como profissional, mas como ser humano. Como disse uma professora durante uma viagem de ônibus “o Rondon proporciona aquilo que nenhuma universidade vai ensinar”. Levamos nosso conhecimento à comunidade, mas vemos que, na verdade, é ela que nos tem muito a oferecer.
Iaciara não é diferente de muitos outros lugares do Brasil, com suas dificuldades e desafios. O que me chamou a atenção é que nada muda se a população não acreditar que isso é possível. Mais que problemas estruturais ou de renda, senti que a maior carência local é de auto-estima, de ter perspectiva, “enxergar uma luz no fim do túnel”. Ministrei uma oficina de fotografia em que o objetivo principal não era repassar técnicas para tirar uma boa foto; era fazer com que os moradores passassem a prestar mais atenção a sua realidade, valorizar aquilo que possuem. Ao observar as imagens capturadas, muitos deles não reconheciam, por exemplo, locais por onde passam todos os dias. O povo iacearense fica marcado, para mim, por sua alegria, receptividade e grande participação nas atividades que propomos. Conhecer uma carvoaria e a Gruta de Terra Ronca, comer os beijús preparados pela Zita, experimentar o famoso arroz com pequi são algumas das lembranças que vou levar comigo.
Não posso deixar de falar da experiência de conviver com outras 14 pessoas; cada uma com seu jeito, mania, visões de mundo. Isso só faz enriquecer ainda mais o aprendizado que tive. Ficam na memória as conversas, canções, danças (por que não?), viagens e gestos de cooperação. E o que poderíamos esquecer, as inúmeras fotos e vídeos tratarão de preservar esse momento, esses dias especiais na vida do grupo que atuou e da comunidade que tão bem nos recebeu.

Abraço a todos!
Saudade de todos!”

Rafael de Almeida Nunes – acadêmico de Jornalismo
Unicentro – Guarapuava-PR

09 fevereiro, 2009

Iaciara: Impressões de Manuela Delong...








"O que vivi nessas duas semanas de Projeto Rondon foi tão forte que não há palavras que possam traduzir tanta emoção. Mais que o despertar de um sentimento de solidariedade e de cidadania, todos nós crescemos como pessoas. De tantas coisas que passamos, difícil dizer o que mais marcou... Se foi o choro e o abraço apertado de uma criança me pedindo pra não ir embora, se foi a generosidade de algumas me oferecendo a casa para ficar quando para lá voltar, se foram aquelas pessoas que nos conheceram há poucos dias mas que cuidaram de nós como se fossemos seus filhos, ou ainda se foi a esperança no olhar daqueles que acreditavam que podíamos mudar o mundo deles pelas nossas ações.....
E o que dizer da amizade......foram apenas duas semanas de convivência mas o laço de amizade que nos uniu foi muito forte e não será rompido nunca. A despedida foi triste, muitas lágrimas refletiram o quanto foi especial e marcante o que vivemos. E de tudo o que vivi uma certeza que eu tenho é que eu trouxe muito mais do que lá deixei, eu aprendi tantas coisas com aquelas pessoas, com aqueles lugares, com aqueles sorrisos, com aqueles olhares.....e de todas as coisas que eu sinto hoje, a maior certeza é que dentre tantas coisas, um pedacinho do meu coração em Iaciara eu deixei.... "
Manuela Delong - acadêmica de Turismo
Unicentro - Irati-PR

Iaciara: Impressões de Sonia Moretti...










"Difícil de colocar em palavras o meu sentimento. Acredito que só passando pelo que passei, ver o que vi, ou seja, sendo um rondonista para entender esse sentimento.
Para mim, foi uma lição de vida. Deparar-me com uma realidade totalmente diferente da minha foi arrepiante. Duas coisas que mais me chamaram atenção. Primeiro, foi conhecer a comunidade quilombola que vive com tão pouco e vive feliz. Uma comunidade que, apesar de excluída da sociedade, é feita de guerreiros e nos receberam muito bem, com muita alegria, nos transmitiram muita coisa boa. A segunda coisa que mais me chamou a atenção foi a questão da Educação. Como trabalhei diretamente com professores, senti na pele como a Educação no Brasil é precária. Mas saí de Iaciara muito feliz por ter plantado uma sementinha e tenho certeza que esta vai germinar, crescer e dar frutos e os frutos novas sementes. Parti com dor no coração por deixar aquele povo tão humilde, tão acolhedor...sentirei saudades!"

Sonia Moretti - acadêmica de Psicologia
Unidavi – Rio do Sul - SC

07 fevereiro, 2009

Um pouco de bom-humor não faz mal...

Uma das marcas dos rondonistas é o bom-humor para realizar as suas atividades. Entre um momento e outro, uma brincadeira para discontrair. Fabiano e Robson (Unidavi-SC) participam desta "entrevista".

Fotos de rondonistas em exposição...






Dez fotos que mostram as atividades das equipes Unicentro-Unidavi foram expostas junto com outras no hall de entrada da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em Brasília-DF, durante o jantar de encerramento da Operação Centro-Norte 2009 em Goiás. As fotos de Iaciara mostram os rondonistas nas oficinas e palestras (como a de higiene bucal - foto) e em locais visitados (Gruta de Terra Ronca- São Domingos e comunidade quilombola de Levantado).

Convite para o Encontro Sul-brasileiro de Rondonistas

Na cerimônia de encerramento do Projeto Rondon em Goiás, realizada na tarde desta sexta-feira (06/02), no 32º GAC, em Brasília-DF, o professor da Unicentro Márcio Fernandes aproveitou a oportunidade para fazer um convite aos rondonistas para um encontro que deve ocorrer em maio deste ano. A intenção é reunir em Curitiba os rondonistas do sul do país, mas o convite se estendeu a todos os interessados.

Hora de voltar para casa...











Os rondonistas hospedados no 32º GAC, em Brasília, tiveram que acordar às 4h30 deste sábado (07/02) para tomar café e seguir para a Base Aérea Militar onde embarcaram em aviões da Força Aérea Brasileira. Quem viajou de voo comercial, seguiu para o aeroporto da cidade, próximo à base. Antes da viagem o que se viu foi um misto de alegria pela missão cumprida e de choro pela despedida após 12 dias de convivência nas cidades goianas.
Após 2h10 min. o grupo de rondonistas da Unicentro chegou a Curitiba, junto com outras equipes do Paraná. Dessa vez foi hora de se despedir das demais equipes do estado. No aeroporto Afonso Pena, uma van da universidade já aguardava o grupo que chegou a Guarapuava às 16 horas.

Um "anjo" em Brasília























A vida prega surpresas. Às vezes, acontecem coisas que não sabemos explicar e que ficam para sempre na memória. Sem grande tempo para conhecer alguns pontos principais de Brasília-DF, cinco rondonistas da Unicentro e uma da Unidavi (SC) contaram com um forte gesto de boa-vontade para tal. De modo completamente ao acaso, o grupo conheceu o professor Antônio Carlos, da Universidade de Brasília (Unb) (na primeira foto), que voluntariamente presenteou-os com um passeio pela cidade.
Em um tempo recorde de 1 hora, o professor levou os estudantes ao Itamaraty, Palácio da Alvorada, Congresso Nacional, o complexo da Unb, Catedral de Brasília entre outros locais. Mais que uma simples visita, Antônio Carlos contou um pouco da história e curiosidades de cada um dos lugares. O professor foi motorista, guia turístico, fotógrafo...
O que era para ser apenas uma carona ao centro da cidade tornou-se em um forte gesto de receptividade. O professor leciona uma disciplina na Unb sobre o Projeto Rondon e acompanha as Operações. Após deixar os estudantes no 32º GAC, onde estavam hospedados, o grupo e o professor se encontraram mais duas vezes: na festa de encerramento, na noite desta sexta (06/02), e no momento do embarque dos rondonistas na base aérea de Brasília.

Normandia: A Grande Viagem



Depois de vários dias sem conseguir atualizar, finalmente voltamos ao ar, quer dizer em terra... Porque no ar ficamos mais de 7 horas no Hércules da FAB, uma aventura só. Muita emoção para todos aterrisar em Boa Vista, recepção do Exército e claro uma festa para Integrar para não Entregar, SELVA!!!!!

Já estamos em Normandia!!!

06 fevereiro, 2009

Despedida particular...
















Após o encerramento das atividades com a presença da população de Iaciara, os rondonistas retornaram ao Colégio Raimundo Rocha onde tiveram um momento de despedida com as pessoas que estiveram mais próximas durantes estes dias. Acadêmicas da Unidavi exibiram um pequeno vídeo com frases e fotos sobre esses dias compartilhados pelas duas universidades. Os rondonistas prestaram uma singela homenagem a Zita, Maria de Fátima e Odilésia, três mulheres da comunidade que não mediram esforços para bem alimentar toda a turma. o assessor de comunicação da prefeitura, Aízio Pinheiro, foi outro homenageado (na foto com a camiseta com mensagens). Ele também ofereceu a turma um presente muito significativo para todos: uma bandeira do município de Iaciara que, com certeza, será guardada com muito carinho.
O grupo parte às 6h30 desta sexta-feira rumo a Brasília-DF, onde acontece a solenidade de encerramento. A viagem de retorno para casa é no sábado pela manhã.

Festa e emoção na despedida...





















Um público estimado em 800 pessoas compareceu à Feira Coberta, em Iaciara, para a festa de encerramento das atividades do Projeto Rondon na cidade. Além dos discursos de agradecimentos por parte de universitários e representantes da administração municipal, o espaço foi de apresentar alguns dos resultados de atividades realizadas.
As oficinas ligadas a saúde, educação, meio ambiente e comunicação tiveram seus trabalhos expostos. A noite foi de música, dança e muita alegria, principalmente por parte das crianças. Os moradores puderam também retirar seus certificados de participação nas oficinas e palestras. A canção "Amigos para sempre" foi utilizada pela administração municipal para representar a amizade que esperam que continue. Já neste momento, alguns rondonistam não contiveram as lágrimas.
Fotos e abraços mostraram o carinho que a população de Iaciara tem pelos rondonistas. Muitos, mesmo sem antes ter contato com os rondonistas se aproximaram para ressaltar a importância de suas atuações para mobilizar a comunidade; dar "novo ar". Alguns mais "experientes" afirmaram que esta turma continuará na memória de todos, como a equipe que esteve na cidade em 1976.

05 fevereiro, 2009

Retorno a Iaciara já é discutido




Entre os assuntos discutidos na reunião que ocorreu no início da tarde desta quinta-feira (04/02) com o Coronel Quadros, o prefeito Quintino de Paula e os professores da Unicentro Márcio Fernandes e Paula Grechinski (foto) esteve a possibilidade do retorno da universidade paranaense a Iaciara no próximo mês de julho. Até o momento, o interesse é demonstrado de ambos os lados (prefeitura e universidade). O trabalho dos rondonistas vem sendo muito comentado e elogiado na cidade. Muitos moradores também manifestam o desejo em receber novamente os rondonistas em breve.